Return Home

       

:          Literatura Brasileira em Goiás

Obras

» Um contista goiano (esgotado)
» Maíra, o mito
» Quarta dimensão
» Os portais da viagem

» Estudos

Súmulas e comentários

» Resumo
» Abstract
» Síntese da autora
» Outros

Autora

» Curriculum
» Vídeos no YouTube

Contatos

E-mail:
ercilia@click21.com.br
escritoraercilia@hotmail.com

Informações
 
 
 


Dia internacional da mulher atuante

 

Ercília Macedo - Eckel*

 

            Ao ler livros, revistas ou jornais de mais de quarenta anos atrás, notamos que as mulheres de Goiás e do Brasil eram, em grande parte, invisíveis, do lar, escondidas, ou mostradas em gravuras, fotos _ mais como seres decorativos que como criaturas pensantes, presentes no texto, ou agentes de seu próprio destino.

            Porém de quarenta anos para cá, ou depois do movimento ripe e da pílula, surgiram estudos, conferências, disciplinas de ciências humanas ou sociais destinados a apresentar e divulgar conhecimentos e pesquisas recentes a respeito da mulher  _  simpósios acerca da história feminina, crise da maternidade, do casamento. E também sobre o aperfeiçoamento profissional e saúde da mulher. Direitos da mulher, etc.

            E muita coisa tem acontecido. Não falo do abandono do sutiã ou da anágua. Nem das bundas-de-fora,  das popozudas, das cachorras-preparadas _ ou do sexo fácil, prazeroso, explícito. Falo da mulher na Universidade, na Empresa, na Indústria, na Informática, na quadra de Esporte, no Armazém, no balcão da Loja, ou do Bar, nas Academias Femininas de Letras e Artes, na publicação de Revistas Científicas e de Economia, nas bancas de Feiras Livres, vendendo seus produtos. Falo da mulher atuante no trabalho, como Motorista de ônibus, caminhão, à frente de um trator, ou na Administração de uma fazenda. Também na favela, arrancando com suor e sangue o pão de cada dia para seus filhos.

            A concentração de mulheres em carreiras ou atividades antes consideradas femininas está diminuindo. Hoje, há homens e mulheres: professores, enfermeiros, costureiros, cabeleireiros, cozinheiros, engenheiros, veterinários, agrônomos, médicos, dentistas, azulejistas. Homens e mulheres. Homens e mulheres repórteres. Embora as mulheres ainda sejam menos remuneradas nessas mesmas profissões. E façam elas duas jornadas: uma fora e outra dentro de casa, quando voltam do serviço. É preciso dividir as obrigações com o marido! Afinal, ambos se cansam, inclusive no cuidado com os filhos. Porque filho também é assunto e trabalho de homem. Ou não?

            Em todo o mundo a conquista pela mulher do próprio direito de voto é quase recente, na longa caminhada da emancipação feminina. Um direito, mas terá ela se servido dele? Quantas mulheres ainda há sem Carteira de Identidade, CPF e Título de Eleitor? Por quê? Se, mesmo analfabetas, podem votar...Mas não vendam o voto! Pois muitas analfabetas são mais politizadas que doutores. Votem certo conforme sua vontade. E voltem à escola, rapidinho.

            Mulher também fala em público e não deve ficar apagada na política. Nós decidimos eleições, somos maioria nas urnas. Pelo amor de Deus: não votem porque Ele é um gato. Mas porque parece menos corrupto e mais competente.

            Não pregamos que as mulheres devem competir com os homens, mas que o poder dentro ou fora de casa não seja uma prerrogativa masculina e que nossas tentativas de exercer e dividir poder não sejam ironizadas e motivo de piadinhas de mau gosto.

            A mulher livre para escolha e ação pode contribuir enormemente na educação, no governo, votando e sendo eleita, promovendo mudanças nas leis que discriminam e oprimem; no comércio, atuando na renda familiar, _ com a participação masculina no trabalho doméstico _  abolindo a idéia de que lugar de mulher é em casa, de preferência na cozinha... Destacando-se no âmbito social, recusando-se a ser categorizada ou apresentada sem identidade própria, sem nome. Apenas como Senhora X. Esse Xis é o sobrenome do marido. A mulher deve também exigir seus direitos nas práticas médicas, não aceitando cirurgias desnecessárias, ou contra seu gosto, e estando atenta às prescrições de calmantes, tranqüilizantes, como se histérica fosse _ deixando de lado as causas reais de seu desconforto. E, ainda, exigindo anestesia no parto das pacientes sem recursos. Fazendo – se presente no atletismo, atividades esportivas, lutando por direitos iguais na participação, patrocínio e salário. Nos meios de comunicação, indo às estações de rádio, canais de tevê, à redação de jornal... entrando na internet _ participando, elogiando, colaborando, criticando, sugerindo _ como agente de mudanças que somos ou devemos ser, na comunidade.

            Em Goiás, tivemos e temos várias mulheres brilhantes, em todos os setores descritos acima. Porém precisamos de mais forte atuação da mulher, ao lado do homem, para o bem comum. Eu disse: ao lado do homem (não violento), nosso fiel companheiro, e não contra o homem.

            Em qualquer trabalho ou atividade aceitável a mulher deve ser ativa, atuante, participativa, não apenas passiva _ deixando estar, para ver como é que fica. Fofocando... Olhando a banda passar... E esperando o homem resolver tudo sozinho. A mulher deve ser colaboradora idônea: defronte do homem, ou do lado dele. E ambos em sentimento profundo.


Ercília Macedo-Eckel – é membro da Academia Feminina de Letras e Artes de Goiás, sócia da União Brasileira de Escritores/GO e da Academia Petropolitana de Letras/RJ. Mestre em Letras pela UFG.


 

Carta de Pero Vaz

Olhando do mar, Excelência, nesta terra não há mais a exuberante Mata Atlântica. Os arvoredos encolheram. Os animais, pássaros e frutos silvestres minguaram... 

Leia mais...

Raul Seixas

Maluco beleza. Habito sozinho as cavernas medievais e cavalgo com capa negra sobre todas as dinastias. Amargo. Raso. Largo. Profundo...

Leia mais...

No Santuário de Cora Coralina

As modinhas goianas mexem fundo no coração da gente. Parei!_com saudade das ruas de pedra_eu só, sem mais ninguém, quando José...

Leia mais...

Por que você está nu?

Eu, nu... incomoda você? O hábito já fez o monge. Os padres deixaram suas batinas; os militares, seus uniformes; as freiras, seu hábitos; os magistrados, suas togas; os professores, seus jalecos; os andarilhos, seus trapos e os pós do caminho...

Leia mais...

A soleira vulnerável da partida

Tempo zero. No início nada. Não havia forma nem tempo. E nem palavra. Mas um fogo essencial, uma energia e uma explosão cósmica conceberam, no recém-fundado côncavo, o útero das águas...
Leia mais...

 

 
© 2001-2004 - Todos os direitos reservados.